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  • Gabriel Jr

Ação entre amigos busca ajudar corupaense de 7 meses a tratar câncer em Curitiba



Uma corrente solidária vem se formando para apoiar o tratamento da pequena corupaense, Helena Pryjmak Ponath, de apenas 7 meses. Portadora de um câncer (neuroblastoma), a bebê precisa passar por tratamento por pelo menos oito meses em Curitiba, mas a família não possui condições de sustentar a estadia na capital paranaense.


Comovida com a história da menina, Jucelia Saidok, que conhece a família pelas redes sociais, resolveu fazer uma ação entre amigos para ajudar nos custos.


“Chamei mais duas amigas para me orientar, porque nunca fiz rifa. Aí fui atrás dos prêmios e montei... Começamos a venda no sábado [23] e está uma loucura”, diz, referindo-se à adesão da comunidade.


A ação entre amigos está disponível para compra na Elaine Modas, Farmácia do Lorenzi, Neuber Móveis, Farmácia do Juliano e Elétrica Martins. Também é possível colaborar através do PIX, cada número custa apenas R$ 2,50. Basta contatar Jucelia pelo WhatsApp 47 9 9267-8118 que ela preenche o número e envia foto ao comprador.


HEMATOMAS NOS OLHOS


A mãe de Helena, Luciane, conta que a doença foi descoberta porque a filha apresentou hematomas nos olhos. Como não havia trauma, a família decidiu investigar.


“Fomos ao pediatra e passamos por uma bateria de exames. A ecografia, feita no último dia 10 de setembro, apresentou uma massa na glândula suprarrenal esquerda, do tamanho de uma laranja. Como em Jaraguá [do Sul] os procedimentos estavam demorando, viemos a Curitiba para consultar com a oncologista do Hospital Pequeno Príncipe”, revela Luciane.


A médica pediu exames mais específicos e já encaminhou Helena para a retirada do tumor, no dia 2 de outubro. Nos exames, viu-se que a bebê tem metástases ósseas e, por meio da biópsia da medula retirada com o tumor, foi constatado também o comprometimento da medula.


“Helena está no estágio 4 da doença. Passará por oito ciclos de quimioterapia, cada ciclo com três aplicações. Vamos precisar ficar em isolamento pelo período de tratamento, e em Curitiba, por conta da imunidade. Não poderemos viajar”, destaca a mãe.


FAMÍLIA PEDE AJUDA


A princípio, seriam três meses de tratamento, mas, com o resultado da biópsia do tumor, o período de permanência na capital paranaense foi estendido para oito a nove meses.


“O objetivo da ação entre amigos é nos ajudar com os custos, pois eu precisei tirar uma licença não remunerada do trabalho. Precisamos pagar nossas despesas em Curitiba, como aluguel, medicamentos, alimentação, deslocamento... e somente com a renda do meu esposo isso é impossível”, lamenta.


Helena vai precisar fazer uso de remédios contínuos e suas vacinas terão que ser manipuladas por causa da quimioterapia, cujo primeiro ciclo teve início na última sexta-feira (22).


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