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Com aumento de casos, SC faz aquisição emergencial de insumos para teste da varíola dos macacos

O material, que foi adquirido com uma empresa da Europa, deve chegar ao Estado dentro de um período de 45 dias


Com o aumento do número de casos de varíola dos macacos, Santa Catarina realizou a aquisição emergencial de insumos para diagnósticos da doença.


O material, que foi adquirido com uma empresa da Europa, deve chegar ao Estado dentro de um período de 45 dias. A prazo longo para a entrega, segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, é por conta da alta demanda mundial. Não há informações sobre o número de material adquirido e nem de valores.


O superintendente destaca que o Estado está abastecido no momento e que a quantidade deve ser suficiente para garantir os diagnósticos pelas próximas duas semanas.

Santa Catarina recebeu uma remessa de kits para diagnóstico laboratorial produzidos pela Fiocruz/Biomanguinhos enviada pelo Ministério da Saúde, na última semana. A quantidade é suficiente para realizar 1056 exames.


Ainda na semana passada, o Lacen do Rio Grande do Sul também fez uma doação de insumos para realização de diagnóstico, suficiente para realizar 250 exames.


O superintendente também informou que o Ministério da Saúde deve mandar novas remessas ao Estado. Apesar do número de insumos, que garante a realização de exames para as próximas semana, ele considera que ainda não é um número que deixa a situação confortável.


Como é feita a testagem


Macário destaca que atualmente as unidades de saúde e hospitalares, onde o paciente é atendido, fazem a coleta do material e os exames são feitos em Santa Catarina mesmo, o que agiliza o resultado. Segundo ele, anteriormente demorava em torno de sete dias para sair os resultados, agora o paciente recebe o diagnóstico em um período de 24 a 48 horas.


A testagem da varíola dos macacos é semelhante da Covid-19, que utiliza a técnica RT-qPCR. Segundo o superintendente, é usado uma espécie de cotonete, que é esfregado nas lesões para coletar o material. Esse item é colocado em um tubo e enviado ao Lacen de Florianópolis, que faz a testagem.


O superintende destaca que atualmente apenas alguns exames são enviados para outros laboratórios especializados e que ficam foram do Estado.


Isolamento: medida de prevenção


Para evitar a contaminação e expansão do vírus no território catarinense, o superintendente reforça que o isolamento é a melhor medida, nesse momento. Quando o paciente tiver suspeita, deve realizar o exame e aguardar o resultado em isolamento.


Além disso, após a confirmação, o superintendente explica que leva em torno de 21 dias para os sintomas da doença regredirem. Segundo ele, o isolamento é um desafio, pois no começo quando demorava mais para os resultados chegarem, as pessoas acreditavam que não estavam com o vírus e não cumpriam o isolamento. Atualmente, com diagnóstico mais rápido, as pessoas ficam sabendo logo que estão com a doença.


Além disso, Macário destaca que ainda não há um tratamento específico para a varíola dos macacos, sendo que os pacientes são tratados pelos sintomas.


Expansão dos casos em SC


Santa Catarina vive uma expansão dos casos. Segundo os últimos dados divulgados no domingo (11), pela DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), desde o início das transmissões no Estado, já foram notificados 918 casos.


Do total, 171 tiveram diagnósticos positivo para a doença e 281 estão em investigação. Outros 442 foram descartados. Há ainda 17 que são tratados como prováveis pela Diretoria.


Doença e sintomas


A Monkeypox, conhecida como varíola dos macacos, é uma doença causada pelo vírus Monkeypox do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. De acordo com a Dive, o nome deriva da primeira espécie em que a doença foi identificada, que foram os macacos em 1958.


“Apesar do nome, os primatas não humanos não são reservatórios. Trata-se de uma doença zoonótica viral, cuja transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o vírus”, diz nota da DIVE/SC em seu site oficial.


A varíola dos macacos pode ser transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada cuja pele esteja lesionada. Abraços, beijos, massagens ou relações sexuais são formas de contágio.


Ainda pode ser transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.


Entre os principais sintomas da varíola dos macacos estão as erupções cutâneas ou lesões na pele; ínguas; febre; dores no corpo; dor de cabeça; calafrio e fraqueza. Sendo que, na maioria das vezes, os pacientes apresentam sintomas leves, para os quais não há tratamento específico, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões.


Fonte: ND+

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