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Creche de Florianópolis é interditada após denúncias de maus-tratos a crianças

Procon interditou a unidade nesta quarta (6). Denúncias feitas por pais e ex-funcionários envolvem remédios de alunos jogados fora, agressões físicas de crianças com deficiência e regulagem de comida.


A creche particular de Florianópolis que está sendo alvo de investigações, após denúncias relacionadas a maus-tratos, foi interditada pelo Procon de Santa Catarina na tarde desta quarta-feira (6). A decisão acontece como medida cautelar, segundo o órgão.


O fechamento considera os relatos dos pais e a "falta de comprometimento da empresa autuada", de acordo com o texto, e deve permanecer até as apurações serem finalizadas. Os responsáveis pela creche têm até 10 dias para apresentar reposta ao Procon.

As denúncias feitas por pais e ex-funcionários estão sendo investigadas pela Polícia Civil e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Os relatos envolvem remédios de alunos jogados fora, agressões físicas de crianças com deficiência e regulagem de comida. A creche nega.


A investigação começou a ouvir as mães na terça-feira (5). Também há acusações de que alunos eram trancados sozinhos em salas e chantageadas, além da circulação de um vídeo de um bebê que teve o choro abafado por um cobertor (vídeo abaixo).


A unidade suspendeu as atividades por tempo indeterminado na segunda (4). Em nota na terça (5), a defesa da creche afirmou que "não reconhece a validade das imagens divulgadas, declarando que fica à disposição para prestar eventuais esclarecimentos, informando que não há registros de eventuais irregularidades".


O que diz a creche

Procurada a defesa da creche Bem-Me-Quer, através dos advogados. Em nota, eles informaram que a unidade não teve acesso e não foi comunicada do embargo. "Registrando-se que a escola possui todas as autorizações legais necessárias para exercício de sua atividade", destacaram.


"A comunicante permanece à disposição das autoridades competentes para prestar eventuais esclarecimentos que lhe forem solicitados", escreveram. A defesa afirmou, ainda, "que não reconhece a validade dos fatos e das imagens divulgadas que estão lhe sendo atribuídas, informando que não há registros de eventuais irregularidades".

Depoimentos

De acordo com a delegada Michele Rebelo, diretora da Polícia da Grande Florianópolis, a dona da unidade de ensino também deve prestar depoimento ao longo desta semana.


A delegada explicou que as mães não necessariamente precisam fazer alguma denúncia para serem ouvidas pela polícia.


"Tem a relação dos alunos que estudavam, das crianças, e elas podem ser chamadas para depor. Porque é um crime ação penal pública incondicionada, ou seja, independe das vítimas quererem denunciar ou não. Já veio à tona essa informação e as mães que não forem denunciar serão chamadas para prestar depoimento", disse.


Fonte: G1


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