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Cuba, Nicarágua e Venezuela não devem ser convidados para Cúpula das Américas

Casa Branca afirma que ainda não fechou a lista; países ameaçam boicotar evento, que acontece entre 6 e 10 de junho


Os Estados Unidos irão sediar entre os dias 6 e 10 de junho a 9ª Cúpula das Américas, que acontecerá em Los Angeles, Califórnia, e que terá o tema: “Construindo um futuro sustentável, resiliente e equitativo”. O objetivo do encontro é discutir questões políticas comuns entre os líderes dos países americanos.


Até o momento, a Casa Branca ainda não divulgou a lista com todos líderes convidados para o encontro, embora acredita-se que Cuba, Nicarágua e Venezuela fiquem de fora.


Em abril, o secretário de Estado adjunto dos EUA, Brian Nichols, disse a repórteres que os “autoritários Cuba, Nicarágua e Venezuela dificilmente seriam convidados e que a conferência de alto nível se concentraria nas democracias do Hemisfério Ocidental”.


A declaração levou um bloco de países de esquerda, reunido em Havana na sexta-feira (29), a condenar a exclusão de algumas nações.


Os países conhecidos como bloco Alba –que inclui Cuba , Venezuela e Nicarágua– emitiram um comunicado dizendo que “rejeitam as exclusões e o tratamento discriminatório na chamada Cúpula das Américas em Los Angeles”.


No comunicado, os países descreveram a exclusão “arbitrária, ideológica e politicamente motivada”, e afirmaram que “esta decisão unilateral constitui um sério retrocesso histórico nas relações hemisféricas”.


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, classificou os Estados Unidos como “excludentes” na organização da cúpula. Em um evento em Caracas, Maduro afirmou que “o caminho não pode ser a exclusão e a discriminação; o caminho tem que ser inclusivo”.

Já o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou no Twitter que não compareceria ao encontro.


“Posso garantir que, em hipótese alguma, irei comparecer. Como já aconteceu muitas vezes no passado, a voz de Cuba será ouvida na 9ª Cúpula das Américas”, escreveu.


O presidente Andrés Manuel López Obrador, do México, disse que se outros países das Américas fossem excluídos, ele ficaria em casa em solidariedade. “Se eles forem excluídos, se nem todos forem convidados, um representante do governo mexicano iria, mas eu não”, disse López Obrador durante entrevista coletiva.


Além do México, potenciais não comparecimentos incluem os líderes esquerdistas da Bolívia e Honduras. No Twitter, a presidente de Honduras, Xiomara Castro disse que participará “da Cúpula somente se todos os países das Américas forem convidados, sem exceção. “O estudo mais digno de um americano é a América.””, escreveu.


No entanto, o presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, tornou pública a carta que recebeu da Casa Branca no fim de maio, com o convite formal para participar da cúpula, embora tenha dito na semana anterior que não iria.


Em maio, a agência de notícias Reuters confirmou que 13 dos 14 países da comunidade caribenha, que não inclui Cuba, planejavam participar da reunião de Los Angeles.


O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PL), irá a Cúpula das Américas e deverá ter um encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.


Fonte: CNN Brasil



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