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Dia do Rock: catarinense de 74 anos guarda 20 mil discos de vinil em casa

Valdir Finder trabalhou como DJ em Joinville e, desde a juventude, cuida da coleção de discos.


Um morador de Joinville, no Norte catarinense, chama a atenção pela sua coleção de discos de vinil. Ao todo, segundo o aposentado Valdir Finder, de 74 anos, são cerca de 20 mil exemplares guardados em um quarto dedicado ao acervo, que começou a ser montado ainda na juventude. A maioria, segundo ele, de rock 'n' roll.


Antigo DJ na cidade, Valdir diz que é chamado de o "pai da discoteca em Joinville", e que a trajetória nos clubes noturnos, que começou em 1974, o ajudou a incrementar a coleção, já que precisava estar sempre de olho nos lançamentos nacionais.


"Sou um colecionador, mas não aquele doente, que tem que virar meio mundo para conseguir", assegura. Como as pessoas sabiam que eu tinha uma coleção e guardava, me davam, diziam que tinham pena de botar para fora, de levar para o sebo", comenta.

A partir da década de 80, com a ascensão dos CDs, as doações se tornaram frequentes. Em uma das ocasiões, segundo ele, recebeu 350 discos de vinil de uma só pessoa.


A casa de 60m² do aposentado passou a não comportar mais os milhares de exemplares e, por isso, a coleção agora fica em um cômodo exclusivo de vinis e CDs, na residência de uma das filhas, também em Joinville. "Aqui na minha casa não tinha mais espaço", admite.

Na coleção tem de tudo, mas predomina o rock 'n' roll dos anos 50. O cantor argentino Billy Cafaro e a banda mexicana Los Teen Tops estão entre as preferências do catarinense, que sempre morou em Joinville. O músico norte-americano Jerry Lee Lewis também tem espaço especial na galeria. "Ele fez um grande show e esse é um dos meus preferidos", conta.


É Elvis Presley, porém, quem domina a coleção de Finder, que é fã assumido do rei do rock'n'roll.


Família e vida de DJ

A paixão pelo rock nasceu nos anos 60, quando um amigo lhe apresentou alguns cantores da época. E foi ele quem juntou Finder e a esposa, em 1968, com quem é casado até hoje e tem três filhas, além de netos.


Em 1974, ganhou equipamentos de som da mulher, presente que abriu caminho para entrar na discotecagem. Finder atuou na área até 2010: primeiro como DJ, depois, comandando uma equipe de profissionais. Hoje, aposentado, ele tem nos discos a lembrança dos eventos.

"Muitos amigos vinham aqui em casa escutar musica. Tinham alguns entusiastas, e um deles me contratou para tocar em uma festa", relata. Foi num salão no bairro Iririú, em 1974, que a carreira começou. "A primeira não foi tão bem, as outras, depois, estouraram. Cresceu muito rápido e convidei meu irmão para trabalhar comigo", conta.


O ápice do movimento foi após o lançamento de Grease, em 1978, quando novas festas com discotecagem começaram a surgir na região, afirma Finder. Nessa época, ele e o irmão tiveram acesso ao Euro disco, gênero musical derivado da música disco que se originou na Europa, e o introduziram em suas festas.


"Trouxemos essas músicas e a turma ficava maluca", afirma.


Fonte: G1

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