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  • Junior Sas

Em reunião com diretoria da Petrobras, governo tenta segurar reajuste de combustíveis



O governo do presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta segunda-feira (13) com a diretoria da Petrobras para tentar segurar um reajuste de preços de combustíveis, pelo menos até a aprovação final dos projetos que tramitam no Congresso para reduzir o ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. A estatal vem alertando que a defasagem de preços em relação ao mercado internacional está subindo, o que a obrigaria a fazer reajustes no mercado interno.


A reunião teve a participação do ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, do presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, do diretor de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella, e do presidente do Conselho de Administração da estatal, Márcio Weber.

Segundo apurou o blog, Bolsonaro gostaria de evitar um novo reajuste de combustíveis até as eleições e tem defendido publicamente que a estatal deveria, em vez de fazer novos aumentos, reduzir o seu lucro, classificado por ele de “excessivo”.

O plano B é segurar o reajuste até a aprovação, no Congresso, dos projetos que buscam baixar o ICMS para tentar, assim, reduzir também o preço dos combustíveis.


Tentativas de baixar o preço

Também nesta segunda, o Senado aprovou o projeto que limita a alíquota de ICMS sobre combustíveis a 17% ou 18%, transformando esses produtos em essenciais. Atualmente, alguns estados cobram uma alíquota de ICMS sobre gasolina superior a 30%. O texto ainda precisa voltar para a Câmara dos Deputados, porque os senadores fizeram alterações no projeto.

Além desse texto, o Legislativo vai votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) permitindo que a União banque a perda de receita dos estados se eles zerarem o ICMS sobre diesel e gás de cozinha até o final do ano. Segundo o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), relator dos projetos, as duas medidas podem reduzir o preço do diesel em cerca de R$ 0,80 e o da gasolina em cerca de R$ 1,70.

Descompasso com o mercado internacional

A Petrobras alerta, porém, que o dólar e o preço do barril do petróleo estão em alta, elevando o diesel no mercado internacional, fazendo aumentar a defasagem em relação ao preço praticado no Brasil. Isso, segundo a Petrobras, pode levar os importadores a não trazerem o produto para o mercado interno, aumentando o risco de escassez de diesel no segundo semestre.


Por isso, a empresa diz que será obrigada a reajustar, nos próximos dias, o diesel, a fim de evitar uma falta do produto a partir de agosto. O Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido no país. Se o preço lá fora estiver mais caro do que aqui dentro, os importadores, Petrobras e empresas privadas, não irão trazer o produto porque vão ter prejuízo na operação.


Fonte: G1

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