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Europa vai banir 90% do petróleo russo até o final do ano

De imediato, embargo afeta óleo que chega por via marítima e representa 2/3 das importações



A Europa anunciou que pretende bloquear até 90% da compra de petróleo russo até o final deste ano. De imediato, o embargo afeta o óleo que chega por via marítima, que representa 2/3 das importações.


“Acordo para proibir a exportação de petróleo russo para a UE. Isso cobre imediatamente mais de 2/3 das importações de petróleo da Rússia, cortando uma enorme fonte de financiamento para sua máquina de guerra”, informou o chefe do Conselho Europeu, Charles Michel, em um tweet na noite de segunda-feira (30).


A ampliação prevista para o final de 2022 considera o encerramento do uso de petróleo que chega por vias terrestres feito pela Polônia e pela Alemanha.


Por enquanto, 10% das importações não estão sujeitas às sanções: aquelas que passam pelo seguimento sul do oleoduto Druzhba, atendendo Hungria, Eslováquia e República Tcheca.


As medidas foram adotadas após uma cúpula extraordinária do Conselho Europeu com a presença de líderes da União Europeia (UE) em Bruxelas.


Esse é o sexto pacote de sanções aprovado pela Europa contra à Rússia em razão da invasão da Ucrânia.

“Este pacote de sanções inclui outras medidas contundentes: a desativação do maior banco russo Sberbank, a proibição de mais 3 emissoras estatais russas e a sanção de indivíduos responsáveis ​​por crimes de guerra na Ucrânia”, acrescentou Michel.


Há cerca de um mês, as autoridades europeias tentaram chegar a um acordo para embargar a importação de petróleo russo. O acordo não foi fechado, porém, pela resistência de alguns países mais dependentes, como a Hungria.


A Europa era, até então, o maior comprador de energia russa. O petróleo de Vladimir Putin representou 27% das importações do bloco em 2021, segundo o Eurostat.


O valor representa cerca de 2,4 milhões de barris por dia, mostram dados da Agência Internacional de Energia. Cerca de 35% desse total foi entregue via dutos para o bloco, segundo a entidade.


Para a Hungria, República Tcheca e Eslováquia, as entregas do óleo russo por vias terrestres representam um percentual muito maior: 86%, 97% e 100%, respectivamente.


Fonte: CNN Brasil

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