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Fiocruz capacita sobre nova armadilha contra dengue em SC

O objeto atrai as fêmeas do Aedes aegypti para colocar ovos e, ao pousar, elas ficam encharcadas com o inseticida


A Secretaria de Estado da Saúde, com o apoio da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), realiza nesta semana uma oficina de capacitação teórica e prática com pesquisadores da Fiocruz para a implementação de uma nova ferramenta de armadilhas dispersoras de inseticida no Estado. Essa passa a ser mais uma estratégia para controle do mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina.


O objetivo da oficina, que acontece em Florianópolis, é capacitar os técnicos de alguns municípios e também as equipes regionais para ampliação estadual dessa estratégia, que já é utilizada no município de Joinville há dois anos.


As Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) compõem uma tecnologia desenvolvida pela Fiocruz, que basicamente utiliza água em um pote plástico de dois litros recoberto por um tecido sintético impregnado de larvicida. O objeto atrai as fêmeas do Aedes aegypti para colocar ovos e, ao pousar, elas ficam encharcadas com o inseticida.


Já impregnadas, acabam contaminando outros criadouros. Como consequência, o produto impede o desenvolvimento das larvas e pupas, reduzindo a infestação do mosquito.


Estado tem 61 municípios caracterizados com epidemia de dengue


De acordo com o último informe epidemiológico, divulgado na sexta-feira (27) pela DIVE/Secretaria de Saúde, já foram identificados no Estado 44.368 focos do Aedes aegypti em 229 municípios. Além disso, 130 municípios são considerados infestados pelo mosquito e 61 estão em epidemia de dengue.


Também já foram confirmados 50.033 casos da doença, sendo a maioria autóctone (45.968), ou seja, casos contraídos dentro do Estado. Somente em 2022 já foram registrados 47 óbitos pela doença e outros 24 casos seguem em investigação.


Considerando o cenário epidemiológico, na presença de febre de início abrupto, associada à forte dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, dores musculares, nas articulações e fraqueza, devem-se procurar atendimento em um serviço de saúde para evitar o agravamento do quadro. Apesar de não haver um medicamento específico contra o vírus da dengue, o diagnóstico precoce é muito importante para reduzir o risco de dengue grave e de morte pela doença.


No período de 2 de janeiro a 25 de maio, foram notificados 95.242 casos suspeitos de dengue em Santa Catarina. Desses, 50.033 foram confirmados, 17.339 foram descartados, 1.203 inconclusivos e 26.667 permanecem como casos suspeitos. Na comparação com o mesmo período de 2021, quando foram confirmados 16.784 casos de dengue em SC, observa-se um aumento de 198% no número de casos confirmados, considerando que até o momento há o registro de 50.033 casos de dengue em Santa Catarina.


Em relação aos casos autóctones, foram processadas 5.535 amostras para pesquisa viral pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) do Estado. Do total de casos confirmados até o momento (50.033), 45.968 são autóctones (transmissão dentro do estado) distribuídos em 135 municípios de Santa Catarina, sendo que 61 atingiram o nível de epidemia.


Vale do Itapocu também tem casos confirmados da doença


A caracterização de epidemia ocorre pela relação entre o número de casos confirmados e de habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes. O total de 135 municípios catarinenses tem registro de casos autóctones, conforme o nível de transmissão.


Foram registrados 744 casos de dengue com sinais de alarme e 47 casos de dengue grave no Sinan On-line. Até o momento, foram notificados 77 óbitos suspeitos da doença, sendo que 47 foram confirmados, seis foram descartados e 24 permanecem em investigação pelas Secretarias Municipais de Saúde com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde.


Joinville lidera o número de casos, com 6.681, com Chapecó em seguida com 4.742 casos autóctones. Barra Velha e Jaraguá do Sul registraram 7 casos e Massaranduba 3. Massaranduba registrou uma morte em abril com suspeita de dengue, mas foi descartado.


Fonte: JDV


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