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Florianópolis instala placas para pedir atenção de moradores sobre presença de jacarés e capivaras

Imagens também alertam para a passagem de cachorros e gatos e foram colocadas próximas a um shopping e uma área de mangue.


A prefeitura de Florianópolis informou na segunda-feira (8) que instalou placas de sinalização na região próxima da Beira-Mar Norte para orientar moradores e motoristas sobre a presença de capivaras e jacarés no local. As imagens também alertam para a passagem na via de cachorros e gatos.


As orientações foram instaladas próximas ao Shopping Villa Romana e uma área de mangue. Segundo o munícipio, a "presença dos animais se dá por conta dos elementos hídricos existentes na região, incluindo o mangue, local de concentração de diferentes espécies".


Capivaras e jacarés são animais silvestres. De acordo com o biólogo Christian Raboch, as espécies classificadas desta forma vivem na natureza, mas em muitos ambientes se acostumaram com a presença do ser humano.


O município recomendou que a população mantenha a distância para evitar incidentes e não alimente os animais. As orientações foram colocadas em Florianópolis durante o mês de julho.


"É importante salientar que esses animais silvestres são protegidos por lei. A caça desses animais é crime ambiental, passível de multa e prisão. É importante orientar a população a não alimentar esses animais, principalmente os jacarés", disse o biólogo.


Presença constante

Ao lado do shopping, antigo Iguatemi, no bairro Santa Mônica, é constante a presença de grupos de jacarés-do-papo-amarelo. Os animais podem chegar a 3 metros e, no Brasil, são frequentemente encontrados em lagoas marginais, manguezais, brejos e pântanos de água doce e salgada.


Em novembro do ano passado, dois jacarés que moravam no córrego foram encontrados decapitados. Uma investigação contra caça ilegal foi aberta pela Polícia Civil, que apreendeu equipamentos em uma casa na cidade de Camboriú, ao lado de Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense. O suspeito foi ouvido.


A Polícia Científica informou, à época, que os animais morreram por ação humana. Desde então, os animais não foram mais encontrados mortos na região.


Fonte: G1

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