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Florianópolis tem primeiro caso de varíola dos macacos do Estado

Secretaria Municipal de Saúde confirmou a infecção de um paulista que viajou pela Espanha



A Secretaria de Saúde de Florianópolis confirmou nesta quinta-feira (7) o primeiro caso de Monkeypox (varíola dos macacos) na Capital. De acordo com a pasta, este é o primeiro caso identificado da doença em Santa Catarina.


O caso confirmado é de um morador de São Paulo. O homem tem 40 anos e teve passagem recente pela Espanha. Depois disso, passou alguns dias em Florianópolis.


Segundo a pasta, ele já retornou para seu domicílio em São Paulo, e seus contatos em Florianópolis estão bem e seguem em monitoramento.


Santa Catarina


A SES (Secretaria do Estado da Saúde) explicou em nota que até o momento não há confirmação de nenhum caso autóctone (transmissão dentro do estado). O único caso confirmado no Estado é o de Florianópolis, segundo a SES.


Ao todo, seis casos foram notificados em Santa Catarina, sendo cinco descartados por exames laboratoriais e um caso confirmado. De acordo com a pasta, não há mais casos suspeitos em investigação.


Casos no Brasil


De acordo com um levantamento do Ministério da Saúde, o País tem 106 casos confirmados de monkeypox.


A maioria deles (75) foi registrada em São Paulo. Em seguida, está o Rio de Janeiro, com 20 casos. Já em Minas Gerais, foram três casos da doença. No Ceará, no Paraná e no Rio de Grande do Sul foram dois registros em cada estado. Há também confirmação no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte, com um caso cada.


Prevenção


De acordo com a médica epidemiologista e gerente da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Ana Cristina Vidor, a doença é transmitida principalmente por gotículas e por contato com a pele e mucosas de pessoas infectadas.


A médica explica que as principais medidas de controle são uso de máscara, especialmente em locais com aglomeração, manter distanciamento mínimo de 1 metro, especialmente ao falar com outras pessoas, evitar contato direto (pele a pele) com pessoas que possam estar infectadas e não compartilhar copos, talheres, etc.


As pessoas com suspeita da doença devem ficar em isolamento até cura das lesões, explica Vidor. Para ela é importante o monitoramento das pessoas que tiveram contato com a pessoa infectada, para monitoramento de sintomas e identificação precoce da doença.


Fonte: ND+

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