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Mortes violentas caem 32% em Florianópolis

Capital catarinense registrou a quarta maior queda no indicador e também nos homicídios dolosos, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública


Das 27 capitais do país, 21 tiveram queda no número de mortes violentas entre 2021 e 2020. Em Florianópolis, a redução foi de 32,7%. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados nesta terça-feira (28).


A Capital catarinense registrou a quarta maior queda entre as capitais brasileiras ficando atrás apenas de Rio Branco (AC), Cuiabá (MT) e Goiânia (GO). O número de mortes violentas em Florianópolis entre 2020 e 2021 caiu de 82 para 56 vítimas.


Os homicídios dolosos também caíram em Florianópolis. Foram 65 em 2020 para 44 em 2021, uma queda de 32%. O número de feminicídio se manteve estável: foram quatro casos em cada ano.


De forma geral, o país teve uma queda de 6% no número de mortes violentas, que incluem homicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes cometidas pela polícia.

Entre as capitais, apenas seis tiveram alta: Manaus (48,9%), Macapá (31,2%), Boa Vista (9,9%), Porto Velho (8,6%), Teresina (9,5%) e Salvador (3,4%).


São computadas como mortes violentas: homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, policiais civis e militares mortos em situação de confronto e morte decorrente de intervenção policial (em serviço e fora de serviço).


Florianópolis também foi a quarta capital com a menor taxa de mortes por 100 mil habitantes, com um índice de 10,8.


“Isso é resultado de uma ação integrada com a sociedade tanto com os órgãos públicos quanto com a sociedade civil da Capital, que com ações proativas conseguiu esse resultado”, disse o comandante do 1º Comando Regional de Polícia Militar, coronel Alex Sandro Zeferino, responsável pelo policiamento em Florianópolis.


“Esse fortalecimento das ações integradas está cada vez obtendo resultados melhores na Capital”, completou.


Por outro lado, houve um acréscimo na Capital catarinense de 3,97% no número de ocorrências por lesão corporal dolosa – violência doméstica. Subiu de 957 casos para 995.

O coronel comentou que as mulheres estão mais confiantes em registrar e denunciar o agressor, disse o comandante ao lembrar que a PM ampliou o Rede Catarina e dá respaldo às mulheres para que registrem as agressões e acionem as forças policiais.


Ele reforçou ainda a implantação do aplicativo PMSC Cidadão para registro de ocorrências, o qual possui um botão de pânico, para acionamento prioritário do 190, em caso de violência doméstica.


Segundo Zeferino, outro ponto importante para o fortalecimento da segurança pública foi a criação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal que visa o controle da criminalidade e a redução do risco na cidade e tem a participação de representantes de forças de segurança municipal, estadual e federal, entre outros órgãos.


Gasto per capita


Apesar de números positivos apresentados, principalmente na Capital, os dados do Anuário de Segurança Pública apresentam dados que merecem atenção. Santa Catarina é apenas o 17º entre os 27 Estados e o Distrito Federal em investimento per capita em segurança pública.


De acordo com o anuário, SC gasta R$ 366,98 por habitante. Muito distante do Mato Grosso, o primeiro da lista que gasta R$ 877,79. O valor médio do Brasil é de R$ 478,22.

Em resposta, a Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que Santa Catarina tem investido cada vez mais em segurança. Só no SC Mais Segura são R$ 343 milhões para as forças de segurança e tudo com recursos próprios em 2022.


“Os investimentos são feitos para manter o Estado como um dos mais seguros do país, tanto que concursos já foram anunciados com 1.424 vagas só para a área da segurança”, diz em nota.


“O Colegiado Superior de Segurança Pública tem um modelo que é exemplo para o Brasil, também diminuindo custos para que mais dinheiro possa ser disponibilizado para a área”, finalizou.


Brasil: mortes violentas caem 6%


No Brasil, o registro de mortes violentas intencionais, no ano passado, caiu 6,5%. Em números absolutos, as notificações passaram de 50.448 mortes em 2020 para 47.503 no ano passado, patamar mais baixo desde 2011, quando elas atingiram 47.215.


Desde então, o maior patamar registrado foi em 2017, com 64.078 mortes. Em 76% dos casos ocorridos no ano passado, as mortes intencionais foram provocadas por armas de fogo.

Todas as regiões do país apresentaram queda no indicador, com exceção da região Norte, onde elas passaram de 5.758 notificações em 2020 para 6.291 no ano passado, com aumento no Pará, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima. Também foi registrado aumento absoluto em dois outros Estados: Bahia e Piauí.


Fonte: ND+

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