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Municípios catarinenses poderão pedir ajuda ao Ministério da Saúde para combate à dengue

Encontro de gestores para analisar a gestão do SUS nas regiões Sul e Sudeste trata do aumento de casos no Estado e reforça que auxílio está disponível

Nesta terça-feira (31), o Ministério da Saúde e superintendes do ministérios nos Estados discutiram em reunião a gestão do SUS nas regiões Sul e Sudeste. Entre as pautas discutidas estava o aumento expressivo nos casos de dengue em Santa Catarina. Atualmente, segundo o informe divulgado pela DIVE/SC, o Estado registra aumento de 198% de casos da doença, com 50.033 episódios e 47 mortes por dengue.


Diante do aumento, a Superintendência do Ministério da Saúde em Santa Catarina explicou que pretende pedir ajuda à Força Nacional do SUS, caso julgue necessário. Isto faria com que novos profissionais para combate à endemia de dengue fossem enviados aos municípios.


Segundo Rogério Ribeiro, superintendente do Ministério da Saúde em Santa Catarina, para solicitar este tipo de ajuda os municípios devem enviar ofício para o Ministério da Saúde, em Brasília, ou para a Superintendência em Santa Catarina que encaminhará a solicitação.


Santa Catarina tem soluções contra a endemia de dengue?


“Santa Catarina nunca foi um Estado que teve tanta incidência de dengue. Não fazia parte de nossas atividades e políticas públicas para um combate deste tamanho. O que sempre tivemos foram focos significativos em algumas regiões, mas controlados”, explicou Ribeiro.


De acordo com a Superintendência, o evento está discutindo estratégias de Governança em Saúde para essas regiões. Isto seria necessário para melhorar estratégias de combate ao mosquito, pois Santa Catarina “não tem soluções consolidadas para este tipo de endemia”.


No Sudeste, segundo a pasta, há mais experiência no combate ao problema e serão eles os responsáveis por compartilhar as ações que podem melhorar o cenário em Santa Catarina.


Estado diz que está monitorando a situação


Em entrevista ao ND+, o diretor da DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), João Fuck, explicou que a situação já era acompanhada pelo Estado desde o final de 2021. Isto porque em estudos já realizados indicaram mudança.


“Houve uma mudança no cenário do Estado, desde o final do ano passado. Vimos o aumento na proliferação do mosquito o que aumentou a doença”, argumentou Fuck.


O aumento foi registrado a partir do Liraa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti). Ele é uma atividade que desenvolvida pelo Ministério da Saúde desde 2002.


Fuck explicou ainda que o ano de 2022 é o de maior número de casos em “toda a série histórica da doença”. Esse aumento no número de casos está associado a maior presença do mosquito. Segundo ele, o aumento traz condições para que a transmissão aconteça nessa magnitude.


O diretor explicou também que o governo estadual trabalha com três eixos no combate à endemia de dengue. O controle vetorial contra mosquitos, a vigilância dos casos e assistência aos pacientes.


Há ainda, de acordo com ele, um um documento que indica as ações para serem seguidas em cada cenário da doença.


Mais profissionais


Outro importante destaque no combate à endemia, segundo avaliação do diretor, seria a presença de mais profissionais especializados.


“Uma das demandas conversadas com o Ministério da Saúde é a ampliação de recurso financeiro contratado pelos municípios para pagar os agentes de combate às endemias. O Estado está lutando por um aumento de profissionais de combate à dengue”, explicou.


Casos em crescimento


O informe da dengue divulgado pela DIVE explica que, no período de 2 de janeiro a 25 de maio de 2022, foram notificados 95.242 casos suspeitos de dengue em Santa Catarina.

Desses, 50.033 foram confirmados, 17.339 foram descartados, 1.203 inconclusivos (classificação utilizada no SINAN para os casos que, após 60 dias da data de notificação, ainda não tiveram sua investigação encerrada) e 26.667 permanecem como casos suspeitos. No mesmo período de 2021, houve registro de 16.784 casos de dengue confirmados no Estado.


Fonte: ND+


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