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  • Redação

Procon reforça dicas ao consumidor para esta Black Friday



Conceito comercial criado nos EUA e que sempre causa bastante movimentação entre os consumidores na última sexta-feira de novembro às vésperas do período de Natal, a Black Friday já faz parte da vida dos brasileiros desde o início da década de 2010. Por conta disso, em 2019, o setor varejista nacional registrou um faturamento na data de R$ 3,2 bilhões, o que representou 20 vezes mais vendas do que nos resto daquele ano.


No entanto, em 2020 com a chegada da pandemia de covid-19 houve retração significativa do consumo. No entanto, com o avanço da vacinação e queda nos índices de contágio, a Black Friday deve ganhar força, mas também vai exigir atenção dos consumidores para evitar “armadilhas”, mascaradas em promoções.


De olho nesta retomada de consumo “Pré-Natal”, a agência jaraguaense do Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon) elaborou algumas dicas, formatadas numa série de matérias, para evitar surpresas desagradáveis durante e depois da Black Friday, prevista para o próximo dia 29. Vamos a algumas elas:


1) Analise seu bolso - verifique a sua situação financeira antes de aproveitar a Black Friday. Mesmo com muitos descontos à disposição, é melhor evitar compras do que se enrolar com dívidas, especialmente no cartão de crédito.


2) O planejamento é o seu melhor aliado - cuidado com as famosas “compras por impulso”. Tenha em mente aquilo que você precisa e foque no que é essencial. Faça listas de prioridades para aproveitar os descontos e não se perder em meio a tantas opções.


3) Fique atento com as parcelas e o limite do seu cartão - as compras parceladas ajudam a garantir produtos mais caros sem precisar gastar tudo de uma vez só. Mas não diminuem o valor total da compra. Além disso, as parcelas podem pesar na organização financeira dos meses seguintes. Veja qual o limite disponível na fatura antes de aproveitar a Black Friday. E confira as condições de parcelamento antes da compra.


4) Pesquise os preços e tenha cuidado com falsas promoções - algumas lojas sobem o valor dos produtos um pouco antes da Black Friday para no dia da promoção voltar ao normal. Dando, assim, impressão de um bom desconto. Por esse motivo, a data ganhou o apelido de “Black Fraude” em alguns lugares. Então, que tal usar sites de comparação de preços e cupons de desconto que ajudam a monitorar as melhores promoções da Black Friday? No próprio site da Black Friday dá para receber por e-mail os principais descontos das empresas. Além disso, também é possível fazer suas pesquisas de preço usando os sites abaixo para facilitar sua organização para as compras nesse dia:


Zoom


Buscapé


Cupom Nation


Já Cotei


Precifica


Busca Cupons


Proteste


5) Cuidado com as ofertas "super imperdíveis" - desconfie de altos descontos, eles podem ser sinal de uma falsa promoção. Tenha em mente que os lojistas precisam ter lucro com as vendas.


Conpras pela Internet - A equipe da agência do Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon) de Jaraguá do Sul também passa orientações sobre as compras pela internet. Afinal, as compras virtuais ganham cada vez adeptos pelo mundo e no Brasil isso não é diferente. Por exemplo, a Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que em junho deste ano, a composição de compras realizadas pela internet, por segmento, ficou da seguinte forma: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (43,1%); móveis e eletrodomésticos (27,8%); e tecidos, vestuário e calçados (10,1%). Na sequência, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,4%); outros artigos de usos pessoal e doméstico (5,8%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,4%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%).


Consumo virtual que segundo a coordenação do Procon jaraguaense deve se acentuar ainda mais com a Black Friday e depois com as festas de fim de ano. No entanto, se as compras presenciais exigem um certo cuidado de quem compra, a aquisição dos produtos pela web exige ainda mais cautela. Para evitar os chamados sites maliciosos seguem algumas dicas da própria equipe do Procon para evitar surpresas desagradáveis nas compras online. São elas:


1) Verificar se o site é confiável - um cuidado muito importante é garantir que o site da loja que você está acessando é verdadeiro, e não uma cópia criada para roubar dados pessoais, bancários e dinheiro. Isso porque criminosos podem copiar a aparência de sites de lojas famosas e colocá-las no ar para tentar atrair usuários desatentos.


Apesar se serem idênticos aos sites originais, essas páginas falsas não podem reproduzir o mesmo endereço. Por isso, observe se o endereço do site está escrito corretamente, se não há letras faltando ou fora do lugar na URL, como em “submarno.com.br”, sem o “i”, ou “ameriicanas.com.br”, com um “i” a mais. Identificar algo assim, pode ter certeza de que se trata de um site falso criado por criminosos.


2) Pesquisar a reputação da loja - sites como o Consumidor.gov.br e o Reclame Aqui são recursos importantes para investigar a reputação da loja, o nível de qualidade do serviço e também a postura da empresa ao se relacionar com clientes que, por ventura, tiveram algum problema.


Nos dois sites é possível procurar o nome da loja, ler reclamações públicas e a réplica das marcas e comerciantes. Além disso, é permitido analisar o histórico e nível de satisfação geral da comunidade em relação ao lojista. As ferramentas também possibilitam não só essa checagem em relação às lojas, mas também a respeito das marcas dos produtos que você pretende comprar.


Conhecer a reputação e postura do lojista permite que você saiba como será atendido em caso de problemas. Também possibilita reconhecer casos recorrentes na atuação da loja, como problemas com trocas, descontos ou na entrega que demora. Se uma situação específica se mostra muito frequente, talvez seja interessante evitar a loja.


3) Atenção com promoções via e-mail e redes sociais - anteriormente, mencionamos o cuidado com sites falsos, que são colocados no ar copiando lojas de verdade como forma de enganar o consumidor desatento. Uma das maneiras pelas quais os criminosos conduzem usuários a essas páginas fakes são por ataques de phishing (sites falsificados) usando e-mails e redes sociais.


Nesses cenários, mensagens, posts e e-mails podem conter links para promoções que levam a esses sites falsos. A dica aqui é ser criterioso a respeito das promoções que você encontrar em redes sociais: confie apenas no perfil oficial da loja ou marca e sempre verifique com atenção se o site que está abrindo é verdadeiro.


4) Prefira pagar com cartão de crédito - em geral, prefira usar cartão de crédito na hora de pagar suas despesas na Black Friday. Além da praticidade, o cartão é mais seguro: você tem meios de cancelar a despesa e pode recorrer à sua operadora para fugir de prejuízos se houver problemas com a loja ou se você for vítima de um golpe.


Pagamentos via boleto bancário, por outro lado, não são tão seguros, visto que um site falso pode gerar um boleto pagável. Nesse caso, você pode quitar a despesa pensando se tratar de uma compra verdadeira e o criminoso vai receber o dinheiro. A pior parte é que não há como identificá-lo para recuperar o prejuízo.


Outra forma de golpe seria um site inseguro de uma loja legítima sendo alvo da ação de invasores, que poderiam interceptar o seu boleto verdadeiro e trocá-lo por um falso. Esse boleto criado para que você dê dinheiro ao criminoso, em vez de pagar pela sua despesa real. Por conta da dificuldade em recuperar o prejuízo, na hipótese de um golpe, pagamentos por depósitos e transferências bancárias também são contraindicados.


5) Não use redes Wi-Fi públicas - redes sem fio de conectividade gratuita, comuns em espaços públicos, são úteis para que você acesse a Internet em caso de necessidade para uso trivial. No entanto, elas devem ser evitadas a todo custo quando você está mexendo com dinheiro e seus dados pessoais, como é o caso do processo de login e pagamento de qualquer produto pela Internet.


Esse tipo de rede de Internet é como uma terra sem lei, onde criminosos podem ficar à espreita monitorando o tráfego de quem acessa a rede. Nesse processo, um hacker pode acabar interceptando sua conexão com a loja ou instituição financeira, para, assim, ter acesso a dados pessoais e bancários. Ao comprar na Black Friday, tenha o cuidado de usar sua rede doméstica, a conexão 4G do celular ou do local de trabalho.


6) Cuidado com promoções com preços muito baixos - golpes com sites e promoções falsos, já mencionados, só funcionam na medida em que são atraentes ao consumidor. Os preços precisam ser agressivos e abaixo da média a ponto de atiçar a tentação e fazer com que o usuário facilite e não preste atenção nos sinais de alerta. Para evitar essas situações, a dica é colocar os preços em perspectiva. Utilizando ferramentas de comparação de preços, como Compare TechTudo e Zoom, pode ser aferido valores médios do produto que lhe interessa no mercado e julgar se a promoção suspeita condiz com a realidade.


7) Verifique as políticas de troca e cancelamento da loja - as lojas precisam ser claras a respeito de como procedem em situações em que o consumidor se arrepende e deseja trocar ou devolver um produto, obrigação que é determinada na Lei do E-Commerce (7.962/13). Além disso, é bom sempre lembrar que você tem o direito de devolver qualquer produto comprado pela Internet em até 7 dias corridos, contados a partir da entrega.


A maneira como cada site apresenta essas informações pode variar bastante, mas sua presença e acesso fácil são obrigatórios. Não confie em lojas cujo site não mostra essas informações, ou mesmo afirma que não realiza trocas e cancelamentos.


8) Aproveite recursos de segurança da operadora de cartão de crédito - além de usar o cartão de crédito para fazer suas compras por conta da segurança inerente a essa modalidade de pagamento, você pode aproveitar alguns serviços complementares que as operadoras oferecem. Um deles é usar o cartão virtual temporário, que permite gerar um número de cartão de crédito aleatório, para ser usado uma vez. Assim que você paga a conta com esse cartão, ele deixa de funcionar. Isso significa que ele não pode ser usado novamente, mesmo que caia nas mãos de um golpista.


Outros serviços e recursos também são bastante úteis, como alertas e notificações em tempo real quando seu cartão é usado, ou quando determinada quantia do seu limite é atingida. Assim, você pode identificar atividades suspeitas imediatamente para tomar providências ágeis, além de ajudar na sua disciplina financeira.


9) Confira se a loja existe - outra fonte de dor de cabeça são sites de lojas falsas, que não necessariamente imitam lojas verdadeiras. Nesses casos, os criminosos criam uma loja virtual com site, nome e logotipo próprios. Então, usando preços e promoções agressivas, eles buscam atrair usuários para interceptar dados pessoais, além de obter dinheiro com boletos e transferências bancárias.


Nem sempre é fácil identificar esses tipos de sites, mas há alguns indicadores: desconfie de páginas com design muito simples, antiquado e difícil de navegar. Observe também a presença de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa jurídica) na página e consulte o número no site da Receita Federal para descobrir se o registro condiz com a loja. O Procon mesmo lembra que, sem CNPJ, você não consegue ir em busca dos seus direitos.


Outra dica relacionada à identificação de lojas falsas é observar se o seu navegador o identifica o site como seguro. Verifique se o endereço vem acompanhado de “HTTPS” (e não simplesmente “HTTP”) e se, ao clicar no cadeado, o navegador atesta a segurança da página.


10) Documente a oferta e sua compra por meio de capturas de tela - uma dica importante no processo de compra é lembrar de fazer capturas de tela durante todos os passos da sua interação com uma loja. Dessa forma, você pode documentar a página do produto – mostrando as informações que foram apresentadas a você – e usar as imagens como uma evidência, caso existam problemas.


O mesmo vale para material promocional que exibe uma oferta ou produto, assim como sua comunicação com serviços de atendimento das lojas. Essa documentação é fundamental se você precisar contestar uma cobrança indevida ou alguma irregularidade na forma como um site apresenta uma oferta com um valor, mas depois aplica outro preço mais alto na hora de pagar, por exemplo.


11) Cuidado com o preço do frete - uma forma muito comum de os vendedores tentarem passar a perna nos consumidores é dar um bom desconto no produto, mas compensar essa quantia no preço do frete. Então, desconfie da loja se aquele livro que custava R$ 55 com frete grátis de repente aparece na Black Friday por R$ 39 + R$ 18 de frete.


12) Acesse o site oficial da Black Friday - o site www.blackfriday.com.br é o endereço oficial da promoção no Brasil. Por lá, você pode conferir inclusive algumas das ofertas de diversas empresas, que abrangem desde livros, roupas e acessórios até passagens aéreas. A vantagem desse site é que ele só reúne anunciantes íntegros, ou seja, aqueles que anunciam promoções reais e seguras.

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