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  • Redação

SC está entre os Estados com as menores taxas de municípios governados por mulheres; veja dados

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Alziras em parceria com a Oxfam Brasil apontou que apenas 12,1% dos municípios brasileiros elegeram mulheres para ocupar o cargo de prefeita na última eleição, em 2020.


No pleito anterior, o número era 11,5%. Se o país continuar nesse ritmo, segundo o relatório, serão necessários 144 anos para alcançar a paridade de gênero nas prefeituras brasileiras.


O levantamento Desigualdades de Gênero e Raça na Política Brasileira analisou as corridas eleitorais de 2016 e 2020 com base nos dados do TSE (Superior Tribunal Eleitoral). Nos dois pleitos o número de candidaturas femininas foi extremamente baixo se comparado às masculinas: a cada dez candidatos à prefeitura, nove eram homens.


A quantidade pequena de mulheres concorrendo ao executivo se refletiu nas urnas em 2020, quando apenas 12,1% das candidatas foram eleitas prefeitas. Grande parte delas governa municípios pequenos com até 20 mil habitantes. Em Santa Catarina, a proporção de mulheres é ainda menor, de 10%. Entre as capitais, apenas Palmas, no Tocantins, elegeu uma prefeita.

A disparidade de raça é ainda maior, com apenas 4% das prefeitas negras, num país em que 28% da população é formada por mulheres negras. Na região sul, dos quase 1,2 mil municípios, apenas três elegeram prefeitas negras em 2020.


Para a diretora do Instituto Alziras, o número constata que as mulheres negras são o grupo mais excluído da vida pública brasileira. “Nesse contexto a gente pode questionar o conceito de democracia no Brasil, já que não há essa equivalência”, afirma Michelle Ferreti.

O estudo ainda mostrou que, entre as prefeitas eleitas, 85% têm pelo menos um filho. As mulheres também apresentam grau de escolaridade superior aos homens: 77% das prefeitas têm ensino superior completo, contra 53% dos prefeitos.

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