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SC realiza terceiro transplante de coração do ano

Além do coração, também foram aproveitados rins, fígados e córneas

Nesta quarta-feira (25), Santa Catarina fez o terceiro transplante de coração do ano. A operação foi complexa e envolveu dezenas de profissionais de saúde.


Após a morte encefálica de um homem em Florianópolis, o coração foi extraído e colocado no peito de um outro paciente que aguardava o transplante a quase 200 quilômetros de distância, no interior do Estado.


De acordo com o coordenador da SC Transplantes, o médico Joel de Andrade, o tempo é um fator essencial. Entre o momento em que o coração deixa de bater no doador e o instante que ele passa a funcionar no corpo do receptor, não pode ultrapassar seis horas.


“A agilidade no transporte de equipes e órgãos é essencial para o desempenho do setor de transplantes. Isso é ainda mais marcante nos transplantes de coração e pulmão. Quanto menor o tempo de isquemia (sem circulação de sangue), melhor. Por isso, o transporte por aeronave é fundamental. Nós temos técnicas médicas consolidadas que dependem dessa agilidade. Santa Catarina tem oferecido esse apoio ao sistema estadual de saúde”, afirma.

A extração do coração do doador e também a operação de implante foi feita pelo médico Frederico Di Giovanni. Para ele, a disponibilização por parte do governo catarinense de aviões e helicópteros é de suma importância para este tipo de trabalho.


Entre 2020 e 2021, o Estado fez quatro transplantes de coração que é o mais raro em comparação com outros órgãos como rins e córneas.


A enfermeira Izabelle de Freitas Ferreira participou do processo de extração dos órgãos do doador em Florianópolis nesta quarta-feira. Além do coração, também foram aproveitados rins, fígados e córneas.


Fonte: JDV

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