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SC ultrapassa marca de 22 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia

Estatística foi levantada pelo NECAT da UFSC, que estudou, mês a mês, desde março de 2020, os dados referentes às mortes derivadas do coronavírus no Estado



De acordo com o Necat (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), o Estado ultrapassou a marca de 22 mil mortes derivadas da Covid-19 no final do mês de junho de 2022. As informações são de Lauro Mattei, coordenador geral do núcleo.


Em um estudo detalhado, o Necat-UFSC mostrou como se deu a evolução das mortes a cada mês, desde o início da pandemia.


Frisa-se aqui que as taxas de crescimento nos meses iniciais da pandemia apresentaram elevados percentuais em função do número absoluto de ocorrências, que era extremamente baixo até julho de 2020. Foi somete após o primeiro surto expressivo da doença em Santa Catarina que as taxas passaram a refletir de forma mais adequada a realidade.


Assim, é possível observar que o aumento mais expressivo de mortes ocorre a partir de julho de 2020, expandindo no mês seguinte. De acordo com Mattei, as estatísticas entre julho e agosto daquele ano representam 36% de todas as mortes de 2020.


É possível identificar ainda que somente o mês de dezembro de 2020 correspondeu a 28% de todas as mortes registradas no ano.


O mesmo período teve também um aumento de 40% no número de mortes em relação a novembro. Somando este percentual com o citado anteriormente, nota-se que apenas em dois meses — agosto e dezembro — foram registradas 50% das mortes por Covid-19 relativas ao ano de 2020.


Entretanto, quando considerado os dez primeiros meses de pandemia, entre março e dezembro de 2020, nota-se que o número de mortes pela doença representa apenas 23% do total de mortes registradas até o mês de junho deste ano.


Registro ainda mais expressivo de mortes é identificado em 2021


De acordo com o Necat-UFSC, o número de mortes registrados no primeiro semestre de 2021 atingiram a marca de 11.608 pessoas que não resistiram à doença. Desta forma, os meses entre janeiro e junho daquele ano corresponderam a 78% das mortes de 2021.


O período de tempo também representa 54% de todas as mortes decorrentes da pandemia. Desta forma, o primeiro semestre do último ano foi o de maior incidência fatal do coronavírus em Santa Catarina. Em contrapartida, o segundo semestre de 2021 teve uma queda expressiva.


Ao todo, entre julho e dezembro de 2021, foram registradas 3.325 mortes pela Covid-19, o que representa 22% de todas as mortes do ano e 14% das registradas desde o início da pandemia. Somando, o ano de 2021 teve 14.933 vidas perdidas à doença.


Variantes provocam novo surto de casos em 2022, mas taxa de morte mantém-se igual


Desde o mês de outubro de 2021, o Estado teve uma continuidade de mortes, com exceção para os meses de janeiro e fevereiro de 2022, nos quais foram registradas 1.182 mortes em Santa Catarina. Isso ocorreu após a explosão do número de casos provocados pela variante Ômicron.


Entretanto, quando considerado o primeiro semestre de 2022, é possível verificar que foram registradas 1.476 mortes no período, ou seja, 80% do número total de mortes ocorridas em 2022. Desta quantia, 43% ocorreu apenas no primeiro trimestre deste ano.


Já no segundo trimestre de 2022, entre os meses de abril e junho, foram registradas 376 mortes, correspondendo a 20% do total registrado neste ano. Aqui é importante destacar que o percentual mensal ficou abaixo de 1% em todos os meses.


Com isso, o resultado agregado revelou que as mortes relativas ao primeiro semestre de 2022 representam 8,5% das 22.029 mortes.


Mortes por faixa etária


Inicialmente, é possível verificar que as mortes derivadas da Covid-19 nas faixas etárias jovens, até os 40 anos, são inferiores a 5% do total documentado no primeiro semestre de 2022. Contudo, isso não quer dizer que elas não estejam ocorrendo neste grupo de pessoas.


Considerando a morte de pessoas com 70 anos ou mais, nota-se que elas foram as de maior incidência no primeiro semestre de 2022, com um total de 63%. Destaca-se que somente a faixa etária entre 70 e 79 foi responsável por 28% das mortes de 2022.


Se isso fosse agregado às faixas etárias entre 60 e 69 anos, o percentual chega em 82%, ou seja, a maior parte das mortes por Covid-19 neste ano localiza-se nas pessoas com mais de 60 anos de idade. Somadas às pessoas com mais de 50 anos, a taxa passa para 92%.


De acordo com um estudo recente, entre os meses de março e junho deste ano, divulgado pelas plataformas de monitoramento da Covid-19 feitas pela USP (Universidade de São Paulo) e UNESP (Universidade Estadual Paulista em Franca), 93% das pessoas que morreram no período cita não estavam vacinados contra o vírus.


Apesar de o núcleo da UFSC não ter obtido a condição vacinal de cada pessoa por faixa etária desde o começo da pandemia em Santa Catarina, permanece para o NECAT a importância de manter em dia a vacinação contra a doença.


Fonte: ND+

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