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Veículo atropela grupo escolar em Berlim; professora morre e outros 30 ficam feridos

Vítima fatal era professora de grupo escolar que passava pelo local. Outros cinco atropelados estão em estado grave, e suspeito foi preso, afirma polícia, que ainda não confirmou se caso foi acidente ou intencional.


Um carro invadiu uma rua cheia de pedestres em Berlim, na Alemanha, na manhã desta quarta-feira (8), matando uma pessoa e ferindo pelo menos outras 30. Parte dos feridos são crianças de uma escola do estado de Hesse que faziam um passeio escolar, e a vítima fatal era a professora do grupo, segundo a polícia da capital alemã.

Além da vítima fatal, outras cinco pessoas estão em estado grave, afirmaram os bombeiros. Um homem suspeito de ser o motorista foi detido, mas a polícia ainda não informou se o atropelamento foi acidental ou proposital.


O incidente ocorreu perto do mercado de rua Kurfuerstendamm, onde, em 2016, um caminhão invadiu uma feira de Natal que acontecia na rua, matando 12 pessoas. O ataque foi cometido pelo tunisiano Anis Amri, que, após ter tido um pedido de asilo na Alemanha negado, sequestrou um caminhão, matou o motorista e jogou o veículo no mercado lotado.


Naquele ano e em 2017, a Europa sofreu mais de dez ataques similares, nos quais terroristas atropelaram centenas de pessoas em passeios públicos.

O primeiro deles aconteceu em Nice, na França, onde, em julho de 2016, um caminhão invadiu a rua da praia do balneário francês, que estava fechada para carros e onde uma multidão celebrava o feriado da Queda da Bastilha, matando 84 pessoas. O Estado Islâmico reivindicou autoria do ataque. No ano seguinte, homens também associados ao Estado Islâmico alugaram uma van e invadiram a Rambla, o principal passeio público de Barcelona, na Espanha. No total, 14 pessoas morreram no atentado.

Só naquele ano, foram seis ataques do tipo, que levaram as forças de segurança das principais cidades europeias a reforçar e até redesenhar os mecanismos de proteção a calçadas e passeios públicos. Praças e locais com aglomerações passaram a ser também mais vigiados por policiais fortemente armados.


Fonte: G1

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